NUMA MANHÃ (Ronaldo Polito,de passagem)
Vem, carregando o corpo
quebrado, sem brado, sem
dormência, pela colisão
com o simples
ar em torno, de
uma víscera e
outra adentro, do
pensamento contra
o pensamento, e
num lapso de trégua, esmerado
em apuros, quase
alheio, depõe
o peso, a pose,
a gana, a afasia,
e afaga
no fogo do sol
a ferida.
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